Saltar para o conteúdo

‘Tempo Circular’, o encontro de Cronos e Kairos no tempo simbólico da astrologia

‘tempo circular’ :

(…) aquele que, podendo ser observado e percebido em todas as recorrências mensuráveis e previsíveis no tempo linear enquanto fenómenos cíclicos, aponta interiormente para um sentido, uma direcção, um significado.

Segue-se a transcrição do artigo originalmente publicado no nº 14 / SET. 2015 do jornal astrológico ‘4 Estações’ pela Associação Portuguesa de Astrologia. Exemplares PDF ou papel disponíveis por encomenda ou assinatura através da Associação. Esta publicação reúne trimestralmente artigos e informação da comunidade astrológica luso-brasileira. Consulte gratuitamente a última edição aqui : http://www.associacaoportuguesadeastrologia.com/pt-pt/revista-4-estacoes/638

‘Tempo Circular’ , o encontro de Cronos e Kairos no tempo simbólico da Astrologia

Olá a todos. Estamos em Setembro, mês em que o planeta Saturno ingressa no signo de Sagitário novamente, após a sua primeira passagem entre Dezembro de 2014 e Junho deste ano. Na qualidade de artista e astróloga responsável pelo conceito e desenho do ‘Calendário 4 estações’, venho partilhar um pouco acerca da motivação de fundo para todo esse trabalho e do conceito de ‘tempo circular’ que ancora o projecto que lhe deu origem, no início de 2013. O seu núcleo centraliza questões relacionadas com a natureza, a vivência, a percepção e a representação do Tempo. Faz convergir Astrologia e Artes Visuais para pontos de encontro potenciadores de complementaridade : aproximar rigor e intuição, ligar informação a significado, reunir ferramenta e símbolo. Tem tido um desenvolvimento que pode ser considerado como ‘desenho de infografias’, adaptado ao contexto de uma astrologia contemporânea de orientação humanista e psicológica, baseada numa visão integradora para o desenvolvimento do Ser Humano, para a evolução da consciência e para a abertura à espiritualidade. Sob o actual mote sagitariano, que reúne Saturno e Júpiter, continuemos !

Dois aspectos fundamentais do Tempo

Tempo é um conceito vasto e estrutural à existência humana, filosoficamente abordado a partir de múltiplos ângulos e culturas. O referencial de base para o desenvolvimento do projecto ‘tempo circular’ associa-se ao Tempo sob dois dos seus aspectos fundamentais, que a cultura clássica denominou Cronos e Kairos. Esta temática motivou-me a investigar e a desenvolver soluções de representação em que eles possam co-existir e relacionar-se entre si. Eis como os entendo:

O primeiro endereça-se ao Tempo projectando-se no contínuo espaço-tempo da nossa realidade física, o que lhe confere um carácter sequencial, em que um instante ou momento que nomeamos de presente ou que tomamos como nosso referente, implica um percurso que o precedeu – o Passado – e um potencial percurso que se lhe seguirá – o Futuro. Esta é a face tripla do tempo linear, por assim dizer, existencial, aquela que melhor conhecemos na vida quotidiana e que habitualmente apelidamos de ‘tempo’. Ela pode ser compreendida como uma superfície exterior do próprio Tempo. Esta é a face personificada pelo Deus Cronos da mitologia grega : uma superfície passível de ser medida e uma face que se dá a conhecer pela sua história, pela sua narrativa.Vejo-o como um ‘tempo exteriorizado’, intrínseco à nossa relação objectiva com o mundo e os outros. Pragmático, normativo, social… Na linguagem comum é o ‘tempo que corre’, ‘o tempo que é igual para todos’, ‘o tempo que nunca pára’, e também o ‘tempo que é dinheiro’ da cultura materialista.

O segundo endereça-se ao Tempo que não se move. Ele não pára, mas também não corre, pois não se projecta no continuo espaço-tempo. Um Tempo que é percepcionado e vivido interiormente, psicologicamente, psiquicamente, qualitativamente. Ele não é mensurável, não se manifesta em unidades quantitativas e parece estar dimensionado pela qualidade que lhe associamos. Este tempo é tangencial ao nosso quotidiano através do aspecto ‘presente’ do tempo linear, em que é sentido como um ‘agora significante’ e é mais ou menos expandido no tempo cronológico consoante a qualidade que nos transmite. É aquele tempo subjectivo que ‘nunca mais passa’ – associado a qualidades psicologicamente negativas como tédio, impotência, dor, sofrimento, medo, repetição, automatismo – ou então aquele que ‘nem damos por ele’ – associado a momentos de alegria, prazer, entusiasmo, relaxamento, concentração, descoberta, aprendizagem. Vivemo-lo através do significado e sentido de um momento presente e também através do grau de consciência e atenção que lhe dedicamos. Este é Kairos, um ‘tempo interiorizado’, é o coração e o olhar de Cronos, que subjaz à relação que temos conosco próprios e às relações qualitativas com o mundo e com os outros. É o tempo que sentimos no estado de graça do enamoramento e de outras experiências sublimes da vida. Aí parece-nos que o tempo pára e tudo é possível.

Fig. 01 - as doze lunações de 2015

Fig. 01 – as doze lunações de 2015

Saturno, Lua, Sol e Urano – a face e o coração de Cronos

Saturno, o Cronos dos gregos, é o planeta mais directamente conotado com a passagem do tempo na existência humana, cuja acção exerce uma autoridade universal estruturadora, tanto quanto as leis da física como, por exemplo, a gravidade. A função limitadora de Saturno, considerado astronomicamente como o último planeta do nosso sistema até ao século XVIII (descoberta de Urano), foi integrada na interpretação astrológica como significador de autoridade, poder e hierarquias mundanas e de tudo o que determina limites e fins na vida, sendo associado à morte, ao confinamento, à velhice mas também à sabedoria e ao estatuto que a idade ou o recolhimento conferem a um ser humano : o ancião/o mestre/o eremita. No entanto, Saturno também está conotado com outros tipos de autoridade e leis. Após a descoberta astronómica e a integração dos planetas transpessoais e alguns asteróides na astrologia moderna e contemporânea, nomeadamente na sua vertente humanista e psicológica, a consciência que temos deste planeta evoluiu e transformou-se. Passou a integrar também factores de natureza interior e a permitir a aproximação às tradições esotéricas e o desenvolvimento de uma astrologia transpessoal, que aprofunda a psicologia na direcção da espiritualidade. O Saturno do nosso tempo, não é o confim do sistema mas a porta de passagem para Urano, Neptuno, Plutão – aos quais Dane Rudhyar chamou de ‘embaixadores da Galáxia’.

Saturno está associado às noçóes de estruturação ao longo da passagem do tempo, de amadurecimento através da experiência de limitações, de aprendizagem da responsabilidade mediante o retorno das acções passadas. Estes processos estão implicados na realização objectiva e concreta de ideias e impulsos criativos que materializam a nossa expressão individual e colectiva no mundo. No seu ritmo cíclico, compassado de sete em sete anos, Saturno rege as fases da vida de um Ser Humano e está subjacente aos respectivos períodos planetários. Em relação com Júpiter, ele determina ritmos mais lentos e significativos para o desenvolvimento colectivo da Humanidade. Assim, remete para uma natureza gradual e processual da nossa evolução, que se vai revelando ao longo do tempo, realizando-se na expressão da identidade pessoal, contextualizada e condicionada pelo mundo exterior. Saturno remete igualmente para uma maturação interior, psicológica e espiritual que acompanha esses processos : a integração psicológica (processo alquímico ou de ‘individuação’, segundo terminologia de Jung) que representa o padrão de desenvolvimento interior de um Ser Humano. Para poder acolher correntes energéticas mais intensas – de natureza colectiva, transpessoal, cósmica e espiritual – é necessária a uma consolidação individual interna através da integração dos principios Solares e Lunares da psique e da mediação de forças instintivas e arquetípicas. Astrologicamente, as lunações progredidas são uma das formas de compreender esse desenvolvimento, cujos ritmos são análogos aos de Saturno.

Fig. 02 - o olhar Lunar

Fig. 02 – o olhar Lunar

Saturno rege Capricórnio e Aquário, e as correspondentes casas 10 e 11.

Em Capricórnio, ele significa os processos de crescimento, amadurecimento e realização – em eixo com Caranguejo, o signo da Lua e correspondente à casa 4 – enraíza-nos na vida terrena e ritma a evolução da consciência através do desenvolvimento emocional e da expressão da personalidade no mundo até que esta reconheça a profundidade maior das suas origens, exprima humildade perante falhas e sucessos e possa aspirar a uma realização espiritual. (Na astrologia esotérica, Saturno mantém regência de Capricórnio, Caranguejo é regido por Neptuno e a Lua passa a reger Virgem.)

Em Aquário, ele significa os processos de definição e expressão identitárias do indivíduo no colectivo – em eixo com Leão, o signo do Sol e correspondente à casa 5 – abre-nos o coração ao Céu e pauta as etapas de evolução da consciência em aproximação qualitativa à vibração única e essencial de cada ser, o que permite ligações fraternais e co-criativas para além dos vínculos familiares, culturais, sociais, institucionais, políticos e religiosos. A ligação Saturno-Sol cria a tensão necessária ao processo de individuação. Urano é também considerado regente de Aquário e faz com Saturno, um trabalho de síntese entre tradição e inovação, entre passado e futuro, entre indivíduo e humanidade. Na relação Saturno-Úrano cria-se acesso a uma quinta dimensão e ligação a outras estrelas além da do nosso sistema, permitindo a transição da humanidade para uma nova etapa civilizacional. (Em termos esotéricos, Aquário passa a ser regido por Júpiter, Leão mantém-se regido pelo Sol e Urano passa a reger Balança.)

O tempo linear – passado, presente, futuro – é a tríplice face de Cronos ligando-se à Lua, ao Sol e a Úrano, respectivamente. No coração de Cronos pulsam as mesmas ligações, no tempo interiorizado, psíquico e significante de Kairos. Cada um dos planetas terá uma influência que condiciona e define a qualidade e velocidade relativa que atribuimos subjectivamente ao tempo. A Lua influencia através do inconsciente,dos sonhos, das memórias, da história, da biografia, dos automatismos reactivos e das pulsões instintivas. O Sol, define através da personalidade, da vontade consciente,do ego, dos hábitos, objectivos, escolhas de vida e preferências associadas à identidade pessoal. Urano traz a vivência do tempo instantâneo e da visitação do futuro, dos saltos no tempo, da intuição, da genialidade, da premonição e da epifania, o que pode ser sentido na psique negativamente como algo disrruptor e dissociativo ou positivamente como revolucionário, iluminador e espiritual.

Júpiter, Mercúrio, Nodos Lunares e Neptuno – o olhar de Cronos e a alma do tempo

Se o Tempo em Cronos é tendencialmente quantitativo, sequencial, narrativo e automático, em Kairos é qualitativo, convergente, poético e criativo. Se Cronos é linear e Kairos é nuclear, eu lancei-me na busca do encontro entre os dois, no que me parece ser um

Fig. 03 - Mandala Astrológica 2013

Fig. 03 – Mandala Astrológica 2013

‘tempo circular’ :

aquele que, podendo ser observado e percebido em todas as recorrências mensuráveis e previsíveis no tempo linear enquanto fenómenos cíclicos, aponta interiormente para um sentido, uma direcção, um significado.

 Os ciclos sinalizam uma expansão exterior, através de Cronos, do núcleo central, com uma qualidade específica sentida interiormente, em Kairos.

O ‘tempo circular’ é o tempo sagrado e simbólico, o tempo da oração e da meditação, o tempo ritual, aquele que facilita uma condição de acesso a planos mais elevados do Ser. É também o tempo das sincronicidades para as quais Jung nos chamou a atenção há mais de um século e que vulgarmente chamamos de ‘grandes coincidências’ ou ‘obras do acaso’.

Este é o tempo simbólico da astrologia que reclama e liga, em consciência e auto-conhecimento, a pessoa à proximidade do seu potencial e do seu caminho – únicos e pessoais – através da interpretação da sua matriz natal. É a linguagem sagrada de uma mandala, onde espaço e significado se combinam, tal como Júpiter complementa Saturno astrologicamente num ‘olhar de Cronos’ que traz à sua face um brilho da ‘alma do tempo’. É o planeta que mais se ajusta ao tempo de Kairos, assim como o eixo dos Nodos Lunares, que enquanto eixo direccionador da evolução através da consciência, marca origem – Nodo Sul – e destino – Nodo Norte.

A tradição associa Júpiter a uma autoridade radicada no conhecimento das leis e no poder religioso. O seu ritmo acompanha o do zodíaco : leva cerca de um ano – uma revolução Solar – a atravessar um signo e completa o seu ciclo em doze anos, compassado de três em três. Esta afinidade para com os céus e o Sol transmite-nos uma influência sentida como optimista, expansiva, benévola, proporcionadora de aberturas, oportunidades e significado. Em sintonia para com os movimentos celestes, o Ser Humano sente pertença a algo maior, confia para além daquilo que pode provar ou experienciar, ou seja, acredita. Acredita em ideais e tem fé em algo que o transcende, o que o leva a aspirar a ser maior que ele mesmo. Júpiter é também associado a sorte e abundância, significando as fases ou momentos de sincronicidade na vida que nos fazem sentir completos, no caminho certo, em paz e abençoados. Interiormente, Júpiter representa contacto com o nosso Eu Superior, com a Alma. O que tantas vezes chamamos de ‘escutar o coração’ ou ‘a voz interior’. Dificilmente em ocasião de dificuldade, carência e luta, a nossa psique estará em condições de aceder a essa voz. Então, é acima de tudo pela nossa vontade consciente Solar aliada à nossa função mental Mercuriana que poderemos entrar neste ‘tempo circular’, que é como um templo de quem somos a níveis mais altos. Escolhemos intencionalmente viver momentos e aprendizagens dentro de registos simbólicos, rituais, contemplativos e meditativos para recuperar a sensação de integridade e completude e para escutar a voz interior. Pegamos numa bússola para saber do Norte e seguir o caminho do mapa da nossa verdade.

Aparentemente imóvel, o ‘tempo circular’ é dinâmico mas move-se em torno de um centro ou eixo bem fixos o que lhe traz o sentido de um eterno retorno. Aparentemente deambulante e linear, o tempo existencial do quotidiano pode ser contido pelo propósito, direcção dos seus significados e pela integridade posta em cada escolha.

Fig. 04 - o olhar Solar

Fig. 04 – o olhar Solar

Júpiter é regente de Sagitário e Peixes, correspondentes às casas 9 e 12.

.

‘Uma Bússola’ :

Antecedendo Saturno/Capricórnio, Júpiter em Sagitário, traz conhecimento, lei, verdade, significado, síntese. Funciona em eixo com Gémeos, signo de Mercúrio e da casa 3 onde são as múltiplas experiências, o sentido lúdico, a diversidade, as teses e antíteses, as escolhas, processo de aprendizagem por tentativa e erro, a alternância e os contrastes que nos afinam com o que é justo e verdadeiro. É um eixo de conhecimento que proporciona perspectiva e pontos de referência para a vida, para o caminho do peregrino e do discípulo. Sagitário é um Norte magnético na bússola do nossa consciência : um signo com afinidade com o Nodo Lunar Norte e onde se projecta no zodíaco o centro da nossa Galáxia (27º). (Na astrologia esotérica, a Terra é o regente de Sagitário, Mercúrio passa a reger Carneiro e Júpiter passa a reger Aquário.)

‘Uma Voz do Propósito’ :

Seguindo-se a Saturno/Aquário, Júpiter em Peixes traz a sublimação do ego, a transcendência, a religação ao todo e o encontro com Deus. Funciona em eixo com Virgem, signo de Mercúrio e da casa 6 onde ritmo, ordem, pureza, simplicidade, humildade, disciplina, rigor e método são concordantes na direcção de uma vida pessoal de serviço à Vida. É um eixo de aceitação, cura e serviço. Virgem tem também afinidade com Quíron, o asteróide que sinaliza o nosso ‘curador ferido’ que lida com a dor aliviando-a nos outros. (Em termos esotéricos, Peixes é regido por Plutão.)

Em ambos os casos, Júpiter cria uma tensão com Mercúrio, a nossa função mental, o principal instrumento para desenvolver observação, crítica, linguagem, pensamento, sistemas, ferramentas, tecnologia e todo o tipo de canais e ligações : uma vasta rede operacional para a consciência.

Em Peixes, signo também associado a Neptuno, Júpiter liga-se a este planeta transpessoal num trabalho de purificação e vasta abertura emocional ao amor impessoal e a planos mais subtis e profundos do Ser. Em termos psíquicos, este contacto com Neptuno pode ter um impacto negativo de dissolução e intoxicação, trazendo idealismos fantasiosos e fanáticos, dependências e comportamentos obsessivos, perda de identidade, amnésia, desistência, apatia e todo o tipo de fugas e desconexão em relação à vida quotidiana. No seu aspecto positivo, traz inspiração criativa e artística, apurada sensibilidade, ligação a planos mais subtis, devoção, conexão profunda, aspiração e êxtase.

Saturno em Sagitário 2014-17 : um tempo significante de concertação com Júpiter

O contexto astrológico actual expressa e dá continuidade à fase determinante de viragem colectiva que todos temos sentido. Os planetas transpessoais ingressaram novos signos entre 2008 e 2011 e têm vindo a configurar aspectos especialmente desafiadores nos últimos anos. Plutão em Capricórnio sintetiza o imperativo de uma reestruturação efectiva (2008/09-2023/24) com impacto mundano, institucional, social, político e económico. Vida nova e tempos novos é o que temos estado a determinar e as fundações para a integração das novas energias transpessoais e cósmicas são indissociáveis da mestria de Saturno que, ao longo de seis signos, nos vem redefinindo : de Virgem até Peixes. Signos que, na nossa matriz natal pessoal, nos trazem temas específicos, através das casas e planetas implicados pelo respectivo trânsito.

Acabámos recentemente de viver a etapa de Escorpião e entrámos na etapa de Saturno em Sagitário, até ao final de 2017. Isso determina um período de concertação com Júpiter : o tempo actual é um tempo potencialmente significante e direccionador, altura para escutar a voz interior, localizar o ‘Norte’ e sentir a alma dos tempos, a começar pela nossa. A correlação dos dois planetas, traz-nos a oportunidade de reencontrar sentido, verdade e propósito para a nossa existência e a tarefa de nos reestruturarmos em função de tudo isso. É tempo para nos levantarmos do chão e elevar o horizonte do nosso olhar, projectando-o para um plano mais alto, mais claro, que o coração legitime e que a mente compreenda. Tempo para que visão e estrutura possam coordenar-se em vontade consciente, com os dois planetas cooperantes para nos fortalecer e guiar na caminhada, com passadas jupiterianas, em três fases : Júpiter em Virgem (2015-16), Balança (16-17) e Escorpião (17-18).

É nesse percurso que poderemos ganhar perspectiva, aprender, conciliar parceiros, definir estratégias, expandir conexões, até que 2018 nos situe num novo patamar de responsabilidade e de compromisso, com Saturno a ingressar no seu domicílio em Capricórnio. Até lá, podemos assimilar e retirar preciosas aprendizagens das provas que cada um viveu ao longo da exigente e transformadora passagem de Saturno por Escorpião, (outono de 2012 – setembro 2015).

Que pérolas criámos na nossa concha? Que luz extraímos da nossa sombra? Que fogo renovado anima a nossa vida?

2015-17 é um período de percepção de um sentido para as crises vividas nos anos desafiantes de 2009-12 e extremos de 2012-15. Alguns planos que tínhamos para a vida foram comprometidos ou mesmo destruídos.

Fig. 05 - Outono de 2015 no 'Calendário Astrológico 4 Estações'

Fig. 05 – Outono de 2015 no ‘Calendário Astrológico 4 Estações’

Agora existe a possibilidade de perceber como isso nos fez aproximar do que é verdadeiro e significativo, de estabelecer prioridades claras, para nos alinharmos o mais possível em conformidade com as mesmas e prosseguir num caminho que evolua ao encontro do nosso propósito – o plano que a Vida tem para nós.

Em 2018/19, Úrano ingressa em Touro e todos os processos de despertar, revolução e iluminação na direcção de novos paradigmas tendem a entrar em fases de consolidação, crescimento e materialização objectivos. O ´futuro’ ganha forma. Mas ele cresce já, nos nossos corações, nas nossas mentes e entrega-se como obra, ao cuidado das nossas mãos.

 [ patrícia nazaré barbosa – raio de seda astrologia, Agosto de 2015 | publicado em Setembro de 2015 no jornal astrológico ‘4 Estações’, nº 14 pela Associação Portuguesa de Astrologia ]

Nota :

Todas as imagens foram retiradas de trabalhos inseridos no projecto Tempo Circular : ilustração ‘Olhar 2015’, Mandala Astrológica 2013 e ‘Calendário 4 Estações’ – 2015. (direitos de autor reservados)

Através das mandalas de efemérides gráficas do ‘Calendário 4 Estações’ podem acompanhar e observar intuitivamente os arcos e cores dos planetas em movimento o ano inteiro e em cada lunação. Exemplares disponíveis por encomenda no site da Aspas.

—~—
o material publicado neste blog é inédito e inteiramente da minha autoria, incluindo fotografias e/ou ilustrações (salvo indicação em contrário e/ou licenças de utilização aberta).
se pretende divulgar ou citar o todo ou partes dos artigos agradece-se a menção da sua autoria e remissão para a fonte dos mesmos :
patrícia nazaré barbosa @ raio de seda astrologia
raio.de.seda@gmail.com | https://raiodesedaastrologia.wordpress.com.
agradece-se igualmente o envio de cópia ou ligação da sua publicação para a autora via email : raio.de.seda@gmail.com.
obrigada.
Anúncios
%d bloggers like this: